Que um primeiro de agosto nublado, onde o calor não incomoda, nem o frio atrapalha pode ter mais minutos do que a eternidade.
Que os ipês floridos são o sinal de que os tempos são como renovo sobre o respirar diário, onde flores nascem, trazem beleza e caem enfeitando caminhos que jamais serão os mesmos.
Que as palavras desaparecem como a cinza no sopro do vento mais leve e doce já sentido. E que choro e riso se misturam de forma incerta, medrosa e boba nos olhos marejados de quem sonha em viver tudo.
E que ainda que fosse durante o sono, essa seria a vida que ainda desejaria viver. De amores, de vozes, de gritos, de lágrimas e sorrisos, de dor, de gargalhadas e suspiros, de deus, dos homens, de mar e areia, de terra e insetos, de sol e trovões, de gotas e cheiros. Dela, deles, minha e de nós todos.
NIGHTNIGHT by DEDDY