Espera
Por um instante o amargo do desespero tira minha atenção. São insatisfações, frustrações e medo. Como canta o poeta: “medo de me perder, medo de me encontrar”. Quando vejo, estou no meio da ponte e o nevoeiro cobre os dois lados. Se olho pra trás, já não vejo de onde saí. Se olho adiante, da mesma maneira, a névoa me impede de ver para onde vou.
Sinto que não estou perdido, mas se me perguntarem onde estou, não saberei responder. Fecho os olhos com mais força do que deveria e as lágrimas vem se que eu me esforce pra isso. Não, não sinta pena. Eu não estou sofrendo, só estou inseguro. Mas também não me envergonho disso. Basta respirar.
Mais do que tudo isso, me jogo na possibilidade. Mil vezes a dor do que o sorriso sem graça. Quero mãos dadas e caminhar. O abraço forte de quem pode me dar paz. O amor sem preço de quem me escolhe. A esperança que se prolonga em quem não sou. Vem e me diz, porque eu te espero com amor que nunca senti.

Espera

Por um instante o amargo do desespero tira minha atenção. São insatisfações, frustrações e medo. Como canta o poeta: “medo de me perder, medo de me encontrar”. Quando vejo, estou no meio da ponte e o nevoeiro cobre os dois lados. Se olho pra trás, já não vejo de onde saí. Se olho adiante, da mesma maneira, a névoa me impede de ver para onde vou.

Sinto que não estou perdido, mas se me perguntarem onde estou, não saberei responder. Fecho os olhos com mais força do que deveria e as lágrimas vem se que eu me esforce pra isso. Não, não sinta pena. Eu não estou sofrendo, só estou inseguro. Mas também não me envergonho disso. Basta respirar.

Mais do que tudo isso, me jogo na possibilidade. Mil vezes a dor do que o sorriso sem graça. Quero mãos dadas e caminhar. O abraço forte de quem pode me dar paz. O amor sem preço de quem me escolhe. A esperança que se prolonga em quem não sou. Vem e me diz, porque eu te espero com amor que nunca senti.

É domingo e a noite tem um silêncio diferente, mais que o silêncio habitual a essa hora. Poderia ventar, mas pelo que sinto tudo está tão parado que me vejo como em uma cena congelada dentro de um filme de Roman Polanski. Talvez ela esteja esperando o sono chegar como um feitiço que recai sobre a humanidade todas os dias, para que os sonhos dominem as mentes dos seres sonhadores que insistem em sonhar mais acordados do que enquanto dormem.  Já me perguntei muitas vezes porque dormir. Não tenho resposta. É o corpo cansado, a cabeça precisando se organizar, o tempo, o relógio. Agora, penso que deve ser por causa do amanhã. Imagine não haver o amanhã. Seria terrível, não, é terrível só de pensar. Todas os planos, todos os erros do hoje, os esquecimentos que pedimos para que venham, o que seriam deles sem o dormir? Mesmo com três luzes acesas ao meu redor, não sou capaz de responder. E mesmo assim, não me canso de perguntar.  Noite, sonhos, dormir, o amanhã. Você espreita, não pode ver.

É domingo e a noite tem um silêncio diferente, mais que o silêncio habitual a essa hora. Poderia ventar, mas pelo que sinto tudo está tão parado que me vejo como em uma cena congelada dentro de um filme de Roman Polanski. Talvez ela esteja esperando o sono chegar como um feitiço que recai sobre a humanidade todas os dias, para que os sonhos dominem as mentes dos seres sonhadores que insistem em sonhar mais acordados do que enquanto dormem. Já me perguntei muitas vezes porque dormir. Não tenho resposta. É o corpo cansado, a cabeça precisando se organizar, o tempo, o relógio. Agora, penso que deve ser por causa do amanhã. Imagine não haver o amanhã. Seria terrível, não, é terrível só de pensar. Todas os planos, todos os erros do hoje, os esquecimentos que pedimos para que venham, o que seriam deles sem o dormir? Mesmo com três luzes acesas ao meu redor, não sou capaz de responder. E mesmo assim, não me canso de perguntar. Noite, sonhos, dormir, o amanhã. Você espreita, não pode ver.

O querer e o perceber sempre duelando dentro em mim.

O querer e o perceber sempre duelando dentro em mim.

Vazio

Toda luz é bem-vinda, os olhos sempre procuram os espaços mais iluminados. Aquilo que vemos, as sombras, os excessos ficam gravados. Também ficam marcadas a presença e a ausência.

Uma ausência é mais forte: a humana. Parece que falta algo, que a história não está completa. A presença de gente gera o conforto para o olhar, até mesmo sofrimento.

Há corredores lotados, bocas e pratos cheios, escolas, avenidas, teatros, calçadas, padarias, filas e ainda assim percebo espaços vazios.

Aqueles locais onde as pessoas não passam, não param, não olham, ou pelo menos não enxergam. Ali os sons são quase silêncio e a luz não faz questão de ninguém.

NIGHTNIGHT by DEDDY